Eu penso em mares, oceanos, um infinito de azul à minha espera.
Penso em estar completamente sozinha diante desse azul,
Perdida em nada além da minha própria companhia e do som das ondas se quebrando na areia, dos pássaros ao redor, do vento cantando.
Sonho em fechar os olhos e sentir o cheiro de maresia, as gotículas de água encontrando minha pele.
Nesses sonhos, meus pés estão na areia, e eventualmente uma onda me alcança, lambendo minha pele e me encantando com a temperatura da água, com a sensação do mar em mim.
Quando imagino, está sempre nublado, uma brisa salgada e gentil me acariciando a pele e fazendo bagunça nos meus cabelos.
Eu não preciso entrar no mar, nesses sonhos. Eu só preciso estar lá.
Rodeada de água, perdida numa cidade qualquer em que ninguém me conheça, quando ninguém me impeça de estar ali.
Nesse lugar ideal, eu me deito na areia, aproveitando a sensação áspera e dura, e ao mesmo tempo tão confortável.
Não há celular, nem relógio, nem agenda.
Não há ninguém além de mim nesse pensamento perfeito. Na verdade, ninguém sequer saberia onde eu estou.
Seríamos apenas nós dois:
Só eu e o mar.
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