fevereiro 16, 2025

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"Bang", fez a arma em minhas mãos, 
O coice fazendo doer meu ombro conforme 
O cheiro da pólvora queimava meus sentidos 
O vermelho do sangue enchendo minha visão
Nenhum remorso amargando minha boca. 

Tiro dado, eu só consegui admirar minha obra de arte, 
Tudo o que um dia eu considerei "amor" jazendo ali,
Bem na minha frente, completamente imóvel, 
Cinza, frio, desconhecido, 
Nada como eu o tinha enxergado antes. 

Suas arestas afiadas tinham me ferido, 
Suas palavras duras tinham me trancafiado 
Em algum lugar escuro e solitário, 
E, ainda assim, eu havia insistido. 

Que tola, 
Que pobre mulher tola, 
Acreditando em promessas vazias, 
Em contos de fadas que, definitivamente, são contos de terror.

Minha pobre, querida tola, 
Foi você quem fechou seus próprios olhos, 
Ou foi o conjunto do todo que lhe cegou? 
Você ainda era essa criatura ingênua, 
Ou só preferiu não enxergar o que estava bem à sua frente? 

Não importam as respostas. 
Importa o agora, 
A cena de morte estampada bem diante de nós, 
Todo o amor que você achou que era perfeito, 
Se mostrando em sua verdadeira face, 
Cinza e feio, mesquinho e egoísta. 

Esse relacionamento nunca foi sobre você. 
Mas essa morte, sim. 

Não esqueça de quem você é.


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eu fico pedindo a qualquer deus que ouça  a qualquer energia misteriosa que rege o universo a qualquer coisa , qualquer um,  eu fico implora...