fevereiro 24, 2025

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No silêncio da noite, a lua desenha saudades:
Raios de luz deslizam pela superfície tranquila do mar,
O brilho das estrelas, um tapete para o infinito de sentimentos
Que se derramam pela escuridão de veludo.

As ondas sussurram memórias que o tempo tentou apagar,
Mas o vento, cúmplice dos segredos,
Insiste em flutuar palavras suas ao meu encontro.

Mesmo longe, te ouço claramente,
Tão perto que meu corpo inteiro arrepia
Com a lembrança do seu hálito ao pé do meu ouvido,
Tão perto, mesmo estando tão distante.

Seu nome dança no ar, bordado em brisas que me abraçam,
E meu coração, errante,
Te busca em cada sombra prateada da noite.

Quanto mais meus olhos te buscam entre as ondas, mais distante parecemos estar,
Então eu repouso, abrindo mão da necessidade de controle, da ansiedade por saber onde estamos indo,
Eu me rendo à simplicidade da sua presença e do peso da sua ausência no meu peito.

E, assim, flutuo entre o que fomos e o que ainda seremos,
Deixando que o tempo nos embale como a maré embala um barco sem rumo,
Sem pressa, sem medo, apenas sentindo cada instante que você existe em mim.

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eu fico pedindo a qualquer deus que ouça  a qualquer energia misteriosa que rege o universo a qualquer coisa , qualquer um,  eu fico implora...