E então ele estava ali. Seus olhos se iluminaram quando a encontraram. Os braços se enlaçaram em corpos conhecidos - reconhecidos e tudo fluiu como se fosse muito natural.
Não era natural. Era como se eles saissem do planeta, do universo, da galáxia! Era como se só existissem os dois parados ali. Só o calor suave dos corpos, só os cheiros se confundido.
Ela suspirou. Ele também.
Os lábios se tocaram com urgência enquanto as mãos desenhavam contornos imperfeitos em corpos conhecidos - reconhecidos. Houve uma estrondo ao longe, que os fez rasgar o infinito e retornar ao ponto inicial.
Corpos separados e intactos. Olhos presos e concentrados em desejos imperceptíveis.
A distância os mataria.
A distância os matava pouco a pouco. O frio também. Sim, sem o calor trocados pelos corpos não havia sensações. Havia o frio. Havia a dor da separação.
Havia também o silêncio de pedra. O silêncio que matava, que separava.
- Pra sempre ... - Ela sussurrou delicada, longe o bastante para que as palavras jamais tocassem os ouvidos do outro.
- ... seu - Ele completou junto à ela, enquanto a mesma completava a frase de forma semelhante.
Apesar da distância, dos corpos separados e do frio que abraçava seus corpos, eram um do outro. Ninguém jamais mudaria isso.
Pra sempre - não parecia tempo demais pra corações comprometidos com o Amor.
agosto 03, 2010
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