maio 22, 2012
Monotonia
O tic-tac do relógio era um martírio. Cada segundo que passava era uma punhalada em seu coração. E a cabeça já pesava pela falta do que fazer. Falta do que falar. Falta do que sentir e de todo o resto possível. E havia um vazio inexplicável em cada uma das opções quase plausíveis. E havia o cheiro férreo que poluía suas narinas, que infliltrava-se em sua pele e agarrava-se aos cabelos, aos pelos, aos apelos e que grunhia, revoltado. E o vermelho inundava o chão, penetrava as roupas e todo o resto do cômodo. Havia vermelho em todos os lugares e vermelho em nenhum coração. E cada segundo era uma punhalada. Mas não eram os segundos... Era alguém. E já não havia o que fazer. Afinal, o que é que se faz em morte? Monotonia era sua nova realidade. E já não podia desvencilhar-se dos dedos enegrecidos pelo véu da morte que sugava-lhe para baixo. E para baixo. E para o fim de todo o resto. Não houve mais em que se agarrar. Suspirou. E já não sentia o vermelho que borrava o chão e sua visão. Monotonia era tudo o que sentia agora.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
.
eu fico pedindo a qualquer deus que ouça a qualquer energia misteriosa que rege o universo a qualquer coisa , qualquer um, eu fico implora...
-
love, i miss you so much i wish you knew i wish i could tell you but i promissed to stay away and that's for the best the best for yo...
-
Sinto a sua falta. Então eu ouço nossos áudios, Penso nos momentos bons — e naqueles nem tão bons assim, Mas que a gente sempre resolvia com...
-
Dear future me, I hope you’re doing better than I am at this moment. I hope you’re at peace with our past, That you're no longer haunted...
Nenhum comentário:
Postar um comentário