É inevitável não pensar em todas as questões que segurei até agora. Penso em tudo, me pergunto sobre tudo, duvido de tudo. E muitas vezes, consigo acreditar que foi tudo mentira.
É estranho quando chego à conclusões que me deixam mal. Estranho porque não tento afastá-las, porque fico mergulhando mais e mais, cada vez mais fundo em ácido. Porque fico olhando por vários ângulos atrás de um ponto positivo, mas sei que só estou procurando mais motivos pra me machucar ou para ter certeza de que me machuca.
É estranho também quando encontro conclusões positivas, porque logo as deturpo e elas conseguem ser mais assustadoras e doloridas do que as conclusões ruins. Não que as conclusões positivas sejam muitas.
Acho que me tornei um tipo de aberração: bizarra demais pra ser aceita em qualquer lugar, solitária demais pra se preocupar com isso. É estranho admitir.
Aliás, sinto-me estranha tantas vezes num só dia, que não acho mais tão estranha essa sensação. Acho normal meus altos e baixos, revirar memórias atrás de erros, acho normal essa compulsão por coisas que me machuquem, essa certeza de que não deu certo, acho normal toda essa dor e solidão.
E no fim de tudo, isso é só um jeito de deturpar a realidade, de tentar afastar sonhos bons que deram errado. O meu jeito de deturpar a realidade. Sou um tipo de masoquista, presa a lembranças que não fazem sentido pra mais ninguém. Um tipo de masoquista, presa ao que mais me machuca.
janeiro 29, 2011
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